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Ozono: atenção aos picos no Verão
Ozono: atenção aos picos no Verão
03-08-2009

No Verão, ouvimos falar mais do ozono nocivo para a saúde, diferente daquele que compõe, na alta atmosfera, a camada protectora das radiações ultravioleta. No solo, este gás é altamente corrosivo e causa a erosão em materiais como estátuas e pneus, por exemplo. Óxidos de azoto e compostos orgânicos voláteis, emitidos sobretudo pelo tráfego automóvel, instalações de produção de energia e indústria, na presença de oxigénio e luz solar, são a fórmula química que produz o chamado ozono troposférico. Este acentua-se quando se juntam luminosidade intensa e vento fraco que impede a dispersão dos poluentes.

Nos dias em que o ozono ultrapassa 180 microgramas por metro cúbico de ar (concentração média de 8 horas), a lei obriga as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de cada área, tutela do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, a informar as instituições de saúde e a população. As CCDR de cada área são responsáveis pela gestão das várias estações de medição, que recolhem os poluentes e analisam os dados da qualidade do ar nas diferentes zonas.

Em Portugal, 52 estações medem o ozono troposférico, a maioria na Grande Lisboa e Porto. A Agência Portuguesa do Ambiente centraliza os valores medidos e disponibiliza-os na base de dados on-line Qualar, em www.qualar.org . Também aí pode encontrar as previsões de índices de qualidade do ar para os dias seguintes.

Cuidados para os mais sensíveis


A partir de 180 microgramas de ozono por metro cúbico de ar, o chamado limiar de informação, dificuldades respiratórias, tosse e irritação nos olhos e garganta afectam doentes respiratórios, crianças, idosos e adultos com actividades ao ar livre frequentes. Se tem asma, alergias e doenças respiratórias ou cardíacas, reduza a exposição ao ar livre e evite actividades prolongadas no exterior.

Recolher obrigatório

Quando as concentrações excedem 240 microgramas de ozono por metro cúbico de ar, o limiar de alerta, a população em geral pode sentir falta de ar, dor no peito, tosse, irritação nos olhos e garganta. Pessoas com doenças respiratórias, crianças, idosos e adultos expostos a actividades ao ar livre frequentes devem permanecer em casa com janelas fechadas, evitar exposição ao tabaco e a produtos irritantes com solventes, como colas, tintas ou vernizes. É aconselhável não fazer esforços físicos no exterior ou reservá-los para horas mais frescas, de manhã cedo ou ao fim da tarde.